Mostrando postagens com marcador protesto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protesto. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de setembro de 2010

Milhares de manifestantes protestam contra o Papa em Londres

Milhares de pessoas se manifestaram na tarde deste sábado (18/9) em Londres contra a visita do Papa Bento XVI ao Reino Unido. Entre 2 mil e 3 mil pessoas, segundo a polícia, e cerca de 10 mil, segundo os organizadores, se reuniram perto do Hyde Park, onde o Papa presidirá uma vigília no final da tarde.

Os manifestantes vão se dirigir a Downing Street, a rua fechada onde se encontra a residência oficial do primeiro-ministro britânico. O movimento foi convocado por uma coalizão de defensores dos direitos dos homossexuais e da ordenação de mulheres ou britânicos incomodados pelo alto custo da visita para o contribuinte.

"O dinheiro escandaloso que estão gastando para isso ", reclamou Adele MacDonald-Hewson, de 62 anos, que foi se manifestar pelos direitos das mulheres e contra a oposição do Vaticano em relação aos meios anticoncepcionais.

"A oposição do Papa aos preservativos mata" e "Chefe do maior bando de abusadores de crianças" eram alguns dos cartazes exibidos por manifestantes, alguns dos quais usavam uma falsa mitra.

Com relação à manifestação, o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, declarou aos jornalistas que não estava muito surpreso. "Já esperávamos, sabemos que existem grupos que criticam o Papa e o Vaticano e têm o direito de expressar seu desacordo", afirmou.


Papa manifesta 'dor e vergonha' em encontro com vítimas de pedofilia
France Presse
Bento XVI em Londres
O papa Bento XVI manifestou neste sábado (18/9) sua "dor e vergonha" em um encontro com vítimas de padres pedófilos em Londres, enquanto milhares de pessoas participavam de uma manifestação nas ruas da capital britânica contra os abusos e sua "intolerância" em temas relacionados à mulher, à família e ao sexo.

No início da noite, 85.000 pessoas participaram de uma vigília de oração no Hyde Park na véspera da missa de beatificação do religioso anglicano que se tornou cardeal católico John Henry Newman (1801-1890), um homem que, segundo disse o Papa, exerceu uma "importante influência" em sua vida e em seu pensamento.

Bento XVI, que aos seus 83 anos pareceu acusar o cansaço neste terceiro e penúltimo dia de visita, reuniu-se em particular durante cerca de 30 a 40 minutos com cinco vítimas britânicas de abusos sexuais cometidos por padres --quatro mulheres e um homem--, como já havia feito em suas visitas anteriores aos Estados Unidos, à Austrália e, mais recentemente, a Malta.

O Papa "se emocionou ao ouvir as histórias das vítimas e expressou profunda dor e vergonha por seus sofrimentos", anunciou o Vaticano depois do encontro realizado na nunciatura apostólica, em Wimbledon (sul de Londres).

"Assegurei a eles que a Igreja Católica, enquanto continua colocando em prática medidas efetivas para a proteção dos jovens, está fazendo todo o possível para investigar as acusações, colaborar com as autoridades civis e levar à justiça o clero e os religiosos acusados destes graves crimes", acrescentou em um comunicado.

O Papa já tinha manifestado a "vergonha e a humilhação" que sente por estes "crimes atrozes" em uma missa celebrada pela manhã na catedral de Westminster.

Desde sua chegada ao Reino Unido para uma histórica visita de Estado de quatro dias, a primeira de um Papa em quase cinco séculos, Bento XVI referiu-se todos os dias a este polêmico assunto que marca seu pontificado iniciado em 2005.

Na quinta-feira, reconheceu que a autoridade da Igreja não foi suficientemente "vigilante, rápida e firme" para impedir os abusos, e na sexta, embora de maneira menos explícita, instou os responsáveis por colégios católicos britânicos a garantir "um ambiente seguro para crianças e jovens".

A Igreja Católica tem enfrentado nos últimos anos diversas denúncias relacionadas a abusos sexuais de menores por parte de religiosos em todo o mundo, principalmente na vizinha Irlanda, onde um relatório divulgado no final de 2009 acusou as autoridades eclesiásticas de terem encoberto dezenas de casos durante décadas.

Entre as milhares de pessoas que participaram da manifestação deste sábado contra a presença do Papa em território britânico --3.000 segundo a polícia, 20.000 segundo os organizadores--, também houve denúncias contra a atuação do Vaticano diante dessa questão.

"O Papa não para de pedir perdão, mas não age", disse à AFP a americana Barbara Dorris, exibindo uma foto de sua primeira comunhão, quando tinha sete anos e era maltratada por um padre.

Com "mitras" rosas e cartazes com as frases "Chefe da maior quadrilha de abusadores de crianças" ou "a oposição do Papa aos preservativos mata", os manifestantes, em sua maioria jovens, percorreram em um ambiente festivo as ruas de Londres protestando contra suas posições relacionadas aos direitos das mulheres e dos homossexuais e ao uso de métodos contraceptivos.

Outros expressaram seu descontentamento com o alto custo da visita para o contribuinte. "É escandaloso o dinheiro que nós gastamos para isto", disse Adele MacDonald-Hewson, de 62 anos, sobre as 20 milhões de libras (31 milhões de dólares, 24 milhões de euros) --pelo menos a metade a cargo do erário público-- que, segundo os organizadores, custará a visita do Papa.

Neste terceiro dia, o Papa se reuniu também com o primeiro-ministro David Cameron e com outros representantes da classe política, e visitou um lar de idosos, onde condenou o aborto e a eutanásia em nome do "respeito à vida (...) da concepção à morte".

Com a beatificação de Newman chegará ao fim no domingo em Birmingham (centro da Inglaterra) a movimentada viagem, que foi mantida na íntegra apesar da detenção na sexta-feira de seis funcionários de uma companhia de limpeza suspeitos de organizar um "ato terrorista" em uma operação que as autoridades civis e eclesiásticas tentaram minimizar.

Fonte: correiobraziliense.com.br

domingo, 5 de setembro de 2010

Strippers protestam em frente de igreja nos EUA. 'Não podemos compartilhar território com o diabo', disse pastor.

'Não podemos compartilhar território com o diabo', disse pastor.
'Eu acredito em Jesus, mas eles pregam o ódio', afirmou stripper.

Strippers de um clube de Warsaw, a quase 100 quilômetros de Columbus, no estado de Ohio (EUA), continuam protestando aos domingos em frente a uma igreja local, porque os membros da congregação costumam fazer o mesmo em frente ao clube onde trabalham.

Strippers Elizabeth Smith (à esquerda) e Brittany Johnson participam do protesto. (Foto: Jay LaPrete/AP)

Strippers protestam próximo a uma igreja em Warsaw

Dono de uma casa de strip, Tommy George organizou o protesto que já dura quase um mês, porque o pastor Bill Dunfee tem ido aos fins de semanas com membros de sua igreja filmar a placa dos carros das pessoas que frequentam os clubes adultos. Em seguida, Dunfee publica os vídeos na internet.

George chegou a processar a igreja, alegando uma violação de seus direitos constitucionais, mas perdeu a ação. Por isso, ele decidiu adotar a mesma tática do pastor. George disse que eles finalmente aceitaram o convite constante feito por Dunfee.

"Todo mundo comete pecado e isso não significa que eu não vou entrar no céu", disse Laura Meske, conhecida como Lola. "Eu acredito em Jesus. Mas não acredito no que eles pregam. Eles pregam o ódio", acrescentou ela.

"Como uma comunidade cristã, não podemos compartilhar território com o diabo", afirmou Dunfee. Segundo ele, luz e trevas não podem existir juntos. O pastor chegou a oferecer ajuda para que as mulheres deixassem o trabalho como stripper, mas teve êxito.

Fonte: G1

Páginas