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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Publicidade enganosa? Igrejas estão proibidas de fazer anúncios dizendo “Deus pode curar você”
Jesus pode curar qualquer doença? A Bíblia diz que sim, mas a entidade reguladora da publicidade na Grã-Bretanha está impedindo anúncios que proclamam o poder de Deus.
A Advertising Standards Authority, ou ASA, disse a missão Healing on the Streets [Cura nas ruas] (HOTS) está fazendo alegações falsas sobre a capacidade de curar pessoas doentes pela fé. O ASA está forçando a HOTS mudar seu slogan de “Deus pode curar você” para “Acreditamos que Deus pode curar você”.
“Nós pedimos que o HOTS não faça afirmações explícitas ou implícitas que, ao receber uma oração de seus voluntários, as pessoas podem ser curadas”, explicou o ASA, em um comunicado. ”Também dissemos para eles não citarem em seus anúncios doenças que necessitam de supervisão médica… [os anúncios] poderiam estimular falsas esperanças. Eles foram irresponsáveis”.
A tentativa de impedir a propaganda da missão ocorreu após a inglesa Hayley Stevens fazer uma queixa formal no órgão.
“Fiquei bastante preocupada com as afirmações que eles fazem sobre doenças e problemas de saúde que este grupo parecia querer resolver apenas com uma oração”, escreveu ela em seu blog.
O motivo seria um folheto distribuído pela missão que afirma: “Deus pode te curar de qualquer doença: úlceras, depressão, alergias, fibromialgia, asma, paralisia, fobias, distúrbios do sono”.
A missão HOTS planeja apelar à decisão. O grupo considera “estranho” que um órgão publicitário tente impedi-los de propagar a fé cristã.
As regras sobre publicidade do Reino Unido estão entre as mais duras do mundo. ”O ASA ainda exigiu que assinássemos um documento concordando em não afirmar o que cremos. Isso é inaceitável, pois seria absurdo eles pedirem a qualquer grupo de não fizesse declarações sobre suas crenças religiosas ou filosóficas”, disse um representante da HOTS. ”Reconhecendo algumas das preocupações da ASA, mas há certas coisas que não podemos concordar, incluindo a proibição de expressarmos nossas crenças”.
Traduzido e adaptado de Charisma News e Religion News
noticias.gospelprime.com.br
domingo, 10 de julho de 2011
A sociedade mudou muito. Já as igrejas...
A sociedade mudou muito. Já as igrejas...
Regras definidas por igrejas muitas vezes limitam quem não tem como segui-las, como os divorciados
Há mais de 40 anos se instituía o divórcio. Recentemente, a lei reconheceu a união entre homossexuais. A sociedade moderna avança a passos largos, porém a maioria das igrejas tradicionais tetem mostrado dificuldades para acompanhar a rapidez dessas mudanças.
Nesse compasso, os fiéis que se encontram, mesmo sem querer, em situações de conflito com as doutrinas da igreja que decidiram seguir, encontram caminhos para continuar vivendo em plenitude a sua fé.
Questão de consciência
Há 20 anos, desde que se casou, a esteticista Angela Maria de Almeida, 41 anos, não comunga, por haver celebrado a união somente no civil. "Meu marido foi criado em uma família de pais de religiões diferentes e acabou não frequentando nenhuma.E ele não quis fazer a primeira eucaristia só para poder se casar na igreja", explica ela.
Angela acredita que se decidisse por comungar não seria recriminada nem pelo padre nem pela comunidade. "Mas não faço por uma questão de minha consciência com Deus, mesmo às vezes sentindo falta desse sacramento".
O mesmo pratica o casal Paulo Maurício del Rey, 57 anos, e Angela Aparecida Cassemiro del Rey, 40, que vive uma segunda união há 11 anos.
"Ninguém casa para se separar. E quando se rompe essa aliança é claro que há sofrimento, pois temos um respeito muito grande pelo sacramento do matrimônio. Mas as coisas ficaram mais claras quando a gente entendeu a proposta da Igreja para pessoas na nossa situação", conta Angela de Almeida.
Acolhimento
O casal encontrou na comunhão espiritual e no serviço à Igreja a forma de viver sua fé. Trabalha na Pastoral Familiar há seis anos, no acolhimento de casais em situação especial.
A coordenadora da Pastoral Familiar da Paroquia Sagrada Família, Gláucia Magalhães Guimarães, conta que muitos casais de segunda união chegam à igreja pensando que não serão bem recebidos. "Eles acreditam que o que os envolve na Igreja é a eucaristia, e a primeira coisa que perguntam é por que não podem comungar. Mas há outras formas de se sentir em comunhão com Deus, como se alimentar da palavra sagrada", explica.
Para gays há duas saídas: omitir e continuar ou mudar
Nem a família nem os colegas que participam da mesma igreja evangélica do professor César (nome fictício), de 28 anos, sabem que ele é homossexual. Desde os 11 anos ele frequenta as celebrações em que se prega que a família ideal e abençoada por Deus é aquela formada por um homem e uma mulher. "Na adolescência foi a parte mais difícil e na qual eu tinha mais conflitos pessoais. É uma fase em que você ainda não se aceita, e como a igreja não abre espaço para o tema, fica tudo mais complicado", conta.
Para se preservar, ele prefere não participar dos ritos das celebrações, que incluem a ceia. "A gente acaba ficando um pouco à margem das celebrações, às vezes por iniciativa própria". Mesmo com todas essas questões, César não pensa em mudar para as igrejas que têm surgido, lideradas por homossexuais. "Cresci aqui, é onde tenho meus amigos. Eu gosto da religião que escolhi", afirma.
Outro caminho seguiu o fisioterapeuta Jeferson Lima, de 31 anos. Ele cresceu na Igreja Católica, mas com o tempo acabou mudando para uma denominação espírita. "Além de haver sentido minha mediunidade, mudei porque aqui não preciso esconder quem sou e me sinto mais confortável. Mas sigo uma doutrina quase particular, pois não vejo a homossexualidade como pecado", afirma Lima.
Religiosidade cada vez mais privada
Para o teólogo Wanderley Pereira da Rosa, as novas formas de família, o divórcio, a homoafetividade e outros aspectos da vida moderna têm levado as pessoas a viverem a sua religiosidade em um âmbito mais privado. "Hoje o que diz o papa não é mais lei para todos aqueles que frequentam a igreja. Eles vivem a sua fé, mas na hora de solucionar as questões da vida particular, as decisões não costumam ter cunho religioso", afirma. Para ele, a manutenção de normas e proibições que não se ajustam a modernidade podem gerar sentimentos de culpa nos fiéis e um ambiente de hipocrisia. "É o que acontece, por exemplo, quando um membro tem que ocultar a sua sexualidade e os fiéis acabam não tendo liberdade dentro da própria igreja", explica.
Análise
"Mudanças em ritmo lento"Christovam Mendonça, teólogo, mestrando en Ciências da Religião e coordenador do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos e Cidadania LGBT
Todas as igrejas, inclusive as mais tradicionais, não são formadas somente por dogmas e doutrinas. Elas são instituições políticas, empresariais e administrativas que necessitam serem legitimizadas pela sociedade. E a medida que começam a perder fiéis, passam a se adaptar.
Acredito que é isso o que vai acontecer com relação aos gays e outras questões. Lentamente, as igrejas passarão a ser mais inclusivas. Isso já ocorreu com o divórcio, por exemplo. Antes, pessoas divorciadas não eram aceitas. Hoje elas já podem participar de várias atividades em algumas igrejas. E isso aconteceu em muitos outros casos: antes a igreja pensava que os negros não tinham alma, que a terra era o centro do universo, que escrever com a mão esquerda era um caso de possessão demoníaca. E tudo isso mudou.
A Igreja Presbiteriana Unida e a Batista dos Estados Unidos são exemplos de denominações que já adotam uma proposta mais inclusiva com relação à diversidade sexual.
Autoria: Cida Alves
A Gazeta - ES
Regras definidas por igrejas muitas vezes limitam quem não tem como segui-las, como os divorciados
Há mais de 40 anos se instituía o divórcio. Recentemente, a lei reconheceu a união entre homossexuais. A sociedade moderna avança a passos largos, porém a maioria das igrejas tradicionais tetem mostrado dificuldades para acompanhar a rapidez dessas mudanças.
Nesse compasso, os fiéis que se encontram, mesmo sem querer, em situações de conflito com as doutrinas da igreja que decidiram seguir, encontram caminhos para continuar vivendo em plenitude a sua fé.
Questão de consciência
Há 20 anos, desde que se casou, a esteticista Angela Maria de Almeida, 41 anos, não comunga, por haver celebrado a união somente no civil. "Meu marido foi criado em uma família de pais de religiões diferentes e acabou não frequentando nenhuma.E ele não quis fazer a primeira eucaristia só para poder se casar na igreja", explica ela.
Angela acredita que se decidisse por comungar não seria recriminada nem pelo padre nem pela comunidade. "Mas não faço por uma questão de minha consciência com Deus, mesmo às vezes sentindo falta desse sacramento".
O mesmo pratica o casal Paulo Maurício del Rey, 57 anos, e Angela Aparecida Cassemiro del Rey, 40, que vive uma segunda união há 11 anos.
"Ninguém casa para se separar. E quando se rompe essa aliança é claro que há sofrimento, pois temos um respeito muito grande pelo sacramento do matrimônio. Mas as coisas ficaram mais claras quando a gente entendeu a proposta da Igreja para pessoas na nossa situação", conta Angela de Almeida.
Para formar uma família, ele abriu mão da vocação
Desde os 11 anos Edebrande Cavalieri estudou num seminário com o objetivo de se tornar padre. Seu ideal era trabalhar nas missões, ajudando a população mais carente do continente africano.
Mas no último ano de estudo, antes de sua ordenação, já um jovem de 24 anos, ele decidiu abrir mão da vocação por sentir que não seria possível conviver com uma das exigências da vida religiosa: o celibato. "Sempre procurei ser coerente com as minhas convicções. Apesar de acreditar na minha vocação, eu não podia seguir. Não dá para ter uma vida dupla", explicou.
Cavalieri se casou, teve filhos e ingressou na vida acadêmica. Hoje é professor de Filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ele garante que a mudança de rumo na sua vida não abalou em nada sua relação com o catolicismo.
"O celibato é uma questão disciplinar da Igreja e não tem relação direta com a fé da pessoa", explica. Na opinião de Cavalieri, que também é teólogo, a Igreja Católica é liberal e tem o cuidado de "ouvir a voz do tempo". "Até a década de 60 as missas eram rezadas em latim. Isso e muita coisa já mudou na Igreja", garante ele.
Desde os 11 anos Edebrande Cavalieri estudou num seminário com o objetivo de se tornar padre. Seu ideal era trabalhar nas missões, ajudando a população mais carente do continente africano.
Mas no último ano de estudo, antes de sua ordenação, já um jovem de 24 anos, ele decidiu abrir mão da vocação por sentir que não seria possível conviver com uma das exigências da vida religiosa: o celibato. "Sempre procurei ser coerente com as minhas convicções. Apesar de acreditar na minha vocação, eu não podia seguir. Não dá para ter uma vida dupla", explicou.
Cavalieri se casou, teve filhos e ingressou na vida acadêmica. Hoje é professor de Filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ele garante que a mudança de rumo na sua vida não abalou em nada sua relação com o catolicismo.
"O celibato é uma questão disciplinar da Igreja e não tem relação direta com a fé da pessoa", explica. Na opinião de Cavalieri, que também é teólogo, a Igreja Católica é liberal e tem o cuidado de "ouvir a voz do tempo". "Até a década de 60 as missas eram rezadas em latim. Isso e muita coisa já mudou na Igreja", garante ele.
Acolhimento
O casal encontrou na comunhão espiritual e no serviço à Igreja a forma de viver sua fé. Trabalha na Pastoral Familiar há seis anos, no acolhimento de casais em situação especial.
A coordenadora da Pastoral Familiar da Paroquia Sagrada Família, Gláucia Magalhães Guimarães, conta que muitos casais de segunda união chegam à igreja pensando que não serão bem recebidos. "Eles acreditam que o que os envolve na Igreja é a eucaristia, e a primeira coisa que perguntam é por que não podem comungar. Mas há outras formas de se sentir em comunhão com Deus, como se alimentar da palavra sagrada", explica.
Para gays há duas saídas: omitir e continuar ou mudar
Nem a família nem os colegas que participam da mesma igreja evangélica do professor César (nome fictício), de 28 anos, sabem que ele é homossexual. Desde os 11 anos ele frequenta as celebrações em que se prega que a família ideal e abençoada por Deus é aquela formada por um homem e uma mulher. "Na adolescência foi a parte mais difícil e na qual eu tinha mais conflitos pessoais. É uma fase em que você ainda não se aceita, e como a igreja não abre espaço para o tema, fica tudo mais complicado", conta.
Para se preservar, ele prefere não participar dos ritos das celebrações, que incluem a ceia. "A gente acaba ficando um pouco à margem das celebrações, às vezes por iniciativa própria". Mesmo com todas essas questões, César não pensa em mudar para as igrejas que têm surgido, lideradas por homossexuais. "Cresci aqui, é onde tenho meus amigos. Eu gosto da religião que escolhi", afirma.
Outro caminho seguiu o fisioterapeuta Jeferson Lima, de 31 anos. Ele cresceu na Igreja Católica, mas com o tempo acabou mudando para uma denominação espírita. "Além de haver sentido minha mediunidade, mudei porque aqui não preciso esconder quem sou e me sinto mais confortável. Mas sigo uma doutrina quase particular, pois não vejo a homossexualidade como pecado", afirma Lima.
Religiosidade cada vez mais privada
Para o teólogo Wanderley Pereira da Rosa, as novas formas de família, o divórcio, a homoafetividade e outros aspectos da vida moderna têm levado as pessoas a viverem a sua religiosidade em um âmbito mais privado. "Hoje o que diz o papa não é mais lei para todos aqueles que frequentam a igreja. Eles vivem a sua fé, mas na hora de solucionar as questões da vida particular, as decisões não costumam ter cunho religioso", afirma. Para ele, a manutenção de normas e proibições que não se ajustam a modernidade podem gerar sentimentos de culpa nos fiéis e um ambiente de hipocrisia. "É o que acontece, por exemplo, quando um membro tem que ocultar a sua sexualidade e os fiéis acabam não tendo liberdade dentro da própria igreja", explica.
Análise
"Mudanças em ritmo lento"Christovam Mendonça, teólogo, mestrando en Ciências da Religião e coordenador do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos e Cidadania LGBT
Todas as igrejas, inclusive as mais tradicionais, não são formadas somente por dogmas e doutrinas. Elas são instituições políticas, empresariais e administrativas que necessitam serem legitimizadas pela sociedade. E a medida que começam a perder fiéis, passam a se adaptar.
Acredito que é isso o que vai acontecer com relação aos gays e outras questões. Lentamente, as igrejas passarão a ser mais inclusivas. Isso já ocorreu com o divórcio, por exemplo. Antes, pessoas divorciadas não eram aceitas. Hoje elas já podem participar de várias atividades em algumas igrejas. E isso aconteceu em muitos outros casos: antes a igreja pensava que os negros não tinham alma, que a terra era o centro do universo, que escrever com a mão esquerda era um caso de possessão demoníaca. E tudo isso mudou.
A Igreja Presbiteriana Unida e a Batista dos Estados Unidos são exemplos de denominações que já adotam uma proposta mais inclusiva com relação à diversidade sexual.
Autoria: Cida Alves
A Gazeta - ES
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sábado, 13 de novembro de 2010
Para os católicos, o interesse no Exorcismo é revivido
O ritual de exorcismo, prestados sangrenta por Hollywood e ridicularizado por muitos crentes modernos, em grande parte caiu em desgraça na Igreja Católica Romana nos Estados Unidos.
Há apenas um punhado de padres no país treinado como exorcistas, mas eles dizem que estão sobrecarregados com pedidos de pessoas que temem que estão possuídos pelo diabo.
Agora, os bispos americanos estão a organizar uma conferência na sexta-feira e sábado para preparar mais sacerdotes e bispos para responder à demanda. O objetivo não é necessariamente para reviver a prática, dizem os organizadores, mas para ajudar os membros do clero católico aprender a distinguir quem realmente precisa de um exorcismo de quem realmente precisa de um psiquiatra, ou talvez alguns cuidados pastorais.
"Nem todo mundo que pensa que precisa de um exorcismo na verdade é uma necessidade", disse o bispo Thomas J. Paprocki de Springfield, Illinois, que organizou a conferência. "É usado apenas nos casos em que o diabo está envolvido em uma espécie de forma extraordinária em termos de realmente estar em posse da pessoa.
"Mas é raro, é extraordinário, assim que o uso do exorcismo também é raro e extraordinário", disse ele. "Mas temos que estar preparados."
A conferência a portas fechadas, está sendo realizada em Baltimore, antes da reunião queda anual dos bispos do país. Alguns comentaristas católicos disseram que ficaram surpresos porque os bispos se incomodaria com exorcismos em um ano, quando eles estão enfrentando um prato cheio de crises - de fechamento de paróquias e escolas, para as pesquisas mostrando a perda de um de cada três membros brancos batizados, a sexual escândalo de abuso sexual queima-se novamente.
Mas, para R. Scott Appleby, professor de história americana na Catholic University of Notre Dame, bispos 'timing faz todo o sentido.
"O que eles estão tentando fazer exorcismos em restauração", disse Appleby, um observador de longa data dos bispos, "é reforçar e melhorar o que parece estar perdido na igreja, que é o sentido que a Igreja não é como qualquer outra instituição. É sobrenatural, e os principais intervenientes que são a hierarquia e os sacerdotes que podem ser dadas nas faculdades de exorcismo.
"É uma estratégia para dizer: 'Nós não somos a Reserva Federal, e nós não somos o Conselho Mundial de Igrejas. Temos de lidar com anjos e demônios. "
Papa Bento XVI sublinhou um retorno aos rituais e práticas tradicionais, e alguns observadores disseram que os bispos ", o interesse em exorcismo era consistente com a direção estabelecida pelo papa.
Exorcismo é tão antiga quanto o próprio cristianismo. O Novo Testamento tem contas de Jesus expulsava os demônios, e é citado no Catecismo da Igreja Católica. Mas agora é muito mais popular na Europa, África e América Latina do que nos Estados Unidos.
A maioria dos exorcismos não são tão dramáticas como as cenas sangrentas em filmes. O ritual é baseado em uma oração na qual o sacerdote invoca o nome de Jesus. O padre também usa água benta e uma cruz, e pode alterar a oração dependendo da reação que ele recebe da pessoa possuída, disse Matt Baglio, um jornalista em Roma, que escreveu o livro "A Sagração: The Making of Modern um Exorcista" ( Doubleday, 2009).
"A oração vem do poder de" nome de Jesus e da Igreja. Ele não vem do poder do exorcista. O padre não tem o poder mágico ", disse Baglio, cujo livro foi feito em um filme a ser lançado em janeiro, estrelado por Anthony Hopkins.
Há muito de cinismo entre os católicos norte-americanos - mesmo entre padres - cerca de exorcismo. Sr. Baglio notar que existem vendedores ambulantes que se aproveitam de crentes vulneráveis, causando-lhes danos físicos ou espirituais. Como resultado, ele pensou que era útil que a igreja está fazendo um esforço para formar mais sacerdotes para realizar o rito de forma legítima.
Com tão poucos padres que praticam exorcismos eo estigma em torno dele, os exorcistas não estão ansiosos para ser identificado. Os esforços para entrevistá-los na sexta-feira foram infrutíferas.
Bispo Paprocki disse que ficou surpreso com o comparecimento na conferência: 66 sacerdotes e 56 bispos. O objetivo é que cada diocese ter alguém que possa, pelo menos em pedidos de tela para exorcismos.
Alguns dos sinais clássicos de possessão por um demônio, bispo Paprocki disse, inclui a falar em idiomas que a pessoa nunca aprendeu, mostra de força extraordinária, uma súbita aversão às coisas espirituais, como a água benta ou o nome de Deus, e insônia severa, falta de apetite e de corte, arranhar e morder a pele.
Uma pessoa que afirma ser possuído deve ser avaliado pelos médicos para descartar uma doença mental ou física, de acordo com as diretrizes do Vaticano emitidos em 1999, que substituiu as orientações anteriores, emitidos em 1614.
O reverendo Richard Vega, presidente da Federação Nacional dos conselhos de sacerdotes, uma organização de sacerdotes americanos, disse que quando ouviu pela primeira vez sobre a conferência sobre exorcismo, "Minha reação imediata foi dizer por quê?"
Ele disse que não tinha ouvido falar de todos os pedidos de exorcismos e que o tema não tinha chegado nas notas das reuniões dos conselhos de sacerdotes em várias dioceses.
A conferência sobre exorcismo vem em um momento, disse ele, quando a igreja está trazendo de volta as práticas tradicionais. O Vaticano autorizou a retomada da missa em latim, e agora uma tradução revista Inglês da liturgia, disse estar mais perto de uma tradução direta do latim, é para ser colocado em uso em paróquias americanas no próximo ano.
"As pessoas estão falando, nós estamos dando dois passos para trás?" Pai disse Vega. "Minha primeira reação quando ouvi sobre a conferência de exorcismo foi, esta é outra daquelas armadilhas que já saiu do passado."
Mas ele disse que não poderia vir a ser uma crescente demanda de exorcismo por causa do influxo de católicos hispânicos e Africano para os Estados Unidos. Pessoas das culturas, segundo ele, estão mais sintonizados com a experiência do sobrenatural.
Bispo Paprocki assinalar que, segundo a crença católica, o diabo é uma força real e constante, que pode intervir na vida das pessoas - embora alguns deles exigirá um exorcismo para lidar com isso.
"O trabalho ordinário do Diabo é a tentação", disse ele, "ea resposta comum é uma boa vida espiritual, observando os sacramentos ea oração. O Diabo não costuma possuir alguém que está levando uma vida bem espiritual ".
Fonte: http://www.nytimes.com/2010/11/13/us/13exorcism.html?_r=1&bl
Há apenas um punhado de padres no país treinado como exorcistas, mas eles dizem que estão sobrecarregados com pedidos de pessoas que temem que estão possuídos pelo diabo.
Agora, os bispos americanos estão a organizar uma conferência na sexta-feira e sábado para preparar mais sacerdotes e bispos para responder à demanda. O objetivo não é necessariamente para reviver a prática, dizem os organizadores, mas para ajudar os membros do clero católico aprender a distinguir quem realmente precisa de um exorcismo de quem realmente precisa de um psiquiatra, ou talvez alguns cuidados pastorais.
"Nem todo mundo que pensa que precisa de um exorcismo na verdade é uma necessidade", disse o bispo Thomas J. Paprocki de Springfield, Illinois, que organizou a conferência. "É usado apenas nos casos em que o diabo está envolvido em uma espécie de forma extraordinária em termos de realmente estar em posse da pessoa.
"Mas é raro, é extraordinário, assim que o uso do exorcismo também é raro e extraordinário", disse ele. "Mas temos que estar preparados."
A conferência a portas fechadas, está sendo realizada em Baltimore, antes da reunião queda anual dos bispos do país. Alguns comentaristas católicos disseram que ficaram surpresos porque os bispos se incomodaria com exorcismos em um ano, quando eles estão enfrentando um prato cheio de crises - de fechamento de paróquias e escolas, para as pesquisas mostrando a perda de um de cada três membros brancos batizados, a sexual escândalo de abuso sexual queima-se novamente.
Mas, para R. Scott Appleby, professor de história americana na Catholic University of Notre Dame, bispos 'timing faz todo o sentido.
"O que eles estão tentando fazer exorcismos em restauração", disse Appleby, um observador de longa data dos bispos, "é reforçar e melhorar o que parece estar perdido na igreja, que é o sentido que a Igreja não é como qualquer outra instituição. É sobrenatural, e os principais intervenientes que são a hierarquia e os sacerdotes que podem ser dadas nas faculdades de exorcismo.
"É uma estratégia para dizer: 'Nós não somos a Reserva Federal, e nós não somos o Conselho Mundial de Igrejas. Temos de lidar com anjos e demônios. "
Papa Bento XVI sublinhou um retorno aos rituais e práticas tradicionais, e alguns observadores disseram que os bispos ", o interesse em exorcismo era consistente com a direção estabelecida pelo papa.
Exorcismo é tão antiga quanto o próprio cristianismo. O Novo Testamento tem contas de Jesus expulsava os demônios, e é citado no Catecismo da Igreja Católica. Mas agora é muito mais popular na Europa, África e América Latina do que nos Estados Unidos.
A maioria dos exorcismos não são tão dramáticas como as cenas sangrentas em filmes. O ritual é baseado em uma oração na qual o sacerdote invoca o nome de Jesus. O padre também usa água benta e uma cruz, e pode alterar a oração dependendo da reação que ele recebe da pessoa possuída, disse Matt Baglio, um jornalista em Roma, que escreveu o livro "A Sagração: The Making of Modern um Exorcista" ( Doubleday, 2009).
"A oração vem do poder de" nome de Jesus e da Igreja. Ele não vem do poder do exorcista. O padre não tem o poder mágico ", disse Baglio, cujo livro foi feito em um filme a ser lançado em janeiro, estrelado por Anthony Hopkins.
Há muito de cinismo entre os católicos norte-americanos - mesmo entre padres - cerca de exorcismo. Sr. Baglio notar que existem vendedores ambulantes que se aproveitam de crentes vulneráveis, causando-lhes danos físicos ou espirituais. Como resultado, ele pensou que era útil que a igreja está fazendo um esforço para formar mais sacerdotes para realizar o rito de forma legítima.
Com tão poucos padres que praticam exorcismos eo estigma em torno dele, os exorcistas não estão ansiosos para ser identificado. Os esforços para entrevistá-los na sexta-feira foram infrutíferas.
Bispo Paprocki disse que ficou surpreso com o comparecimento na conferência: 66 sacerdotes e 56 bispos. O objetivo é que cada diocese ter alguém que possa, pelo menos em pedidos de tela para exorcismos.
Alguns dos sinais clássicos de possessão por um demônio, bispo Paprocki disse, inclui a falar em idiomas que a pessoa nunca aprendeu, mostra de força extraordinária, uma súbita aversão às coisas espirituais, como a água benta ou o nome de Deus, e insônia severa, falta de apetite e de corte, arranhar e morder a pele.
Uma pessoa que afirma ser possuído deve ser avaliado pelos médicos para descartar uma doença mental ou física, de acordo com as diretrizes do Vaticano emitidos em 1999, que substituiu as orientações anteriores, emitidos em 1614.
O reverendo Richard Vega, presidente da Federação Nacional dos conselhos de sacerdotes, uma organização de sacerdotes americanos, disse que quando ouviu pela primeira vez sobre a conferência sobre exorcismo, "Minha reação imediata foi dizer por quê?"
Ele disse que não tinha ouvido falar de todos os pedidos de exorcismos e que o tema não tinha chegado nas notas das reuniões dos conselhos de sacerdotes em várias dioceses.
A conferência sobre exorcismo vem em um momento, disse ele, quando a igreja está trazendo de volta as práticas tradicionais. O Vaticano autorizou a retomada da missa em latim, e agora uma tradução revista Inglês da liturgia, disse estar mais perto de uma tradução direta do latim, é para ser colocado em uso em paróquias americanas no próximo ano.
"As pessoas estão falando, nós estamos dando dois passos para trás?" Pai disse Vega. "Minha primeira reação quando ouvi sobre a conferência de exorcismo foi, esta é outra daquelas armadilhas que já saiu do passado."
Mas ele disse que não poderia vir a ser uma crescente demanda de exorcismo por causa do influxo de católicos hispânicos e Africano para os Estados Unidos. Pessoas das culturas, segundo ele, estão mais sintonizados com a experiência do sobrenatural.
Bispo Paprocki assinalar que, segundo a crença católica, o diabo é uma força real e constante, que pode intervir na vida das pessoas - embora alguns deles exigirá um exorcismo para lidar com isso.
"O trabalho ordinário do Diabo é a tentação", disse ele, "ea resposta comum é uma boa vida espiritual, observando os sacramentos ea oração. O Diabo não costuma possuir alguém que está levando uma vida bem espiritual ".
Fonte: http://www.nytimes.com/2010/11/13/us/13exorcism.html?_r=1&bl
domingo, 7 de novembro de 2010
Eles tiveram um sonho. E resolveram abrir a sua igreja
Na fachada de uma loja em Jardim Carapina ardem as labaredas da Fornalha de Fogo. A poucos quilômetros de lá está a Trono Branco, no bairro vizinho Central Carapina, ambos na Serra. As duas igrejas fazem parte de um conjunto de ministérios evangélicos com nomes diferentes e exóticos que pipocam nas periferias do Estado. É o resultado do sonho de pastores desiludidos com suas denominações de origem e que partiram para projetos pessoais.
O auxiliar de limpeza Carlos Ernesto é um exemplo. Há pouco mais de dois anos deixou a Deus é Amor após sonhar com fogo. "Orei por três dias e Deus revelou que era para abrir uma nova obra". Assim surgiu a Fornalha de Fogo, que conta com 18 membros e uma filial em Jacaraípe. Seu gasto mensal com a igreja é de R$ 700, que, às vezes, precisa cobrir com parte de seu salário.
Algo que não assusta os novos empreendedores. Prova disso é o número de entidades religiosas abertas por ano. Só em Vitória, até outubro foram 19; no ano passado foram 50. Na Grande Vitória já são quase três mil, mas os municípios estimam que o número pode ser bem maior já que muitas apenas abrem as portas, sem oficializar o registro público.
Há bairros com várias igrejas em uma mesma rua, como em Vila Nova de Colares, na Serra. Templos pequenos, sem janelas, com cadeiras de plásticos e aparelhos de som potentes. Em alguns, há o luxo de um pequeno ventilador. Locais onde é possível encontrar denominações como a Raio de Luz, Poço dos Mistérios, Fogo e Glória, Porta Estreita Entrada para o Céu, dentre outras.
Para alguns pastores, os nomes podem até parecer exóticos, mas destacam que deles há referências na Bíblia. "Os evangélicos sabem que alguns nomes são proféticos", diz Marco Antonio Beato, pastor das Águas Purificadoras e presidente da Associação Nacional de Amparo aos Irmãos Evangélicos (Anaie), cuja igreja é fruto de uma revelação. Para outros, o assunto é preocupante. "Mesmo bíblicos, alguns nomes podem levar a interpretações equivocadas", pontua Alcemir Pantaleão da Igreja Peniel.
Julius Zabatiero, professor de Religião da Faculdade Unidas (FTU), explica que o que se vê é o resultado de um processo iniciado há mais de 20 anos com o neopentecostalismo, mas que vem ganhando força, assim como a economia informal. Igrejas pautadas numa filosofia de sucesso, de respostas rápidas, sem vínculos com a comunidade e que nem sempre sobrevivem. "Um projeto individual instalado onde o pastor pode pagar o aluguel". E como a abordagem é emocional, dispara Zabatiero, o nome precisa ser sugestivo.
Expansão
4.545 igrejas
É o número de igrejas que existem no Estado, segundo a Receita Federal. O maior número está na Serra, Vila Velha, Vitória e Cariacica.
Dona de casa se torna pastora e funda ministério
Há cinco meses a dona de casa Creuza Alves Ferreira Santos, 52, tornou-se pastora e fundou a sua igreja, a Resgatando Almas, em Central Carapina, na Serra. "Era o plano de Deus para a minha vida". Nos cultos realizados quatro vezes por semana, aparecem 20 pessoas, que disputam um espaço de pouco mais de 8m2 . Membros registrados, com pagamento de dízimo, são só dois. Por mês, ela tira R$ 480 do bolso para manter o projeto. Mas sua igreja ainda não foi registrada. "Vou fazer isso assim que ela se firmar". Ex-obreira da Quadrangular, Creuza mostra seu certificado do curso de pastora e garante estar apta a orientar o casal Márcia e Gedeon de Jesus, e a filha Jenifer, seus mais recentes fiéis. No bairro, outras três igrejas foram abertas na rua da de Creuza.
Com isenção, abrir templo pode custar só R$ 650
Abrir uma igreja é fácil. E não muito caro, já que contam com imunidade e até isenção em alguns impostos e taxas. Para regularizar a Fornalha de Fogo, por exemplo, o pastor Carlos Ernesto desembolsou R$ 650. "Incluindo as despesas com o contador que tratou de toda a documentação", assinalou.
Mas as instituições religiosas não estão livres da obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) na Receita Federal, nem do alvará de funcionamento, junto aos municípios. Precisam ainda solicitar a vistoria do Corpo de Bombeiros, que só isenta do pagamento da taxa as instituições filantrópicas.
Quem abre uma unidade e não a regulariza pode estar sujeito à fiscalização, multas e até fechamento. "O nosso objetivo é sempre garantir a segurança dos fiéis que frequentam o local", pontua a subsecretária de Finanças de Cariacica, Luiza Marilac Nascimento.
Hábitos antigos
O problema, destaca Luiza, é que em muitos bairros as pessoas ainda mantêm hábitos antigos e não se preocupam em regularizar o seu templo. "O que é um erro, já que há muitas facilidades", acrescenta a subsecretária. Ela destaca ainda que não há dificuldades para se obter a documentação e que um alvará provisório pode ser obtido até pela internet, no site da prefeitura.
Em Vitória, cerca de 80% de suas 472 igrejas estão com licenciamento vencido ou nunca foram licenciadas. Situação que vem sendo resolvida, segundo Kleber Frizzera, secretário de Desenvolvimento. "Desde que as igrejas foram contempladas com a isenção, temos sido procurados com frequência", diz o secretário. No site da Prefeitura de Vitória também é possível encontrar todas as informações para o obtenção do alvará.
As dificuldades residem principalmente com as igrejas menores, onde é difícil encontrar até o seu responsável. Frizzera destaca que só não podem usufruir dos benefícios de isenção as atividades comerciais das igrejas, como as rádios.
O auxiliar de limpeza Carlos Ernesto é um exemplo. Há pouco mais de dois anos deixou a Deus é Amor após sonhar com fogo. "Orei por três dias e Deus revelou que era para abrir uma nova obra". Assim surgiu a Fornalha de Fogo, que conta com 18 membros e uma filial em Jacaraípe. Seu gasto mensal com a igreja é de R$ 700, que, às vezes, precisa cobrir com parte de seu salário.
Algo que não assusta os novos empreendedores. Prova disso é o número de entidades religiosas abertas por ano. Só em Vitória, até outubro foram 19; no ano passado foram 50. Na Grande Vitória já são quase três mil, mas os municípios estimam que o número pode ser bem maior já que muitas apenas abrem as portas, sem oficializar o registro público.
Há bairros com várias igrejas em uma mesma rua, como em Vila Nova de Colares, na Serra. Templos pequenos, sem janelas, com cadeiras de plásticos e aparelhos de som potentes. Em alguns, há o luxo de um pequeno ventilador. Locais onde é possível encontrar denominações como a Raio de Luz, Poço dos Mistérios, Fogo e Glória, Porta Estreita Entrada para o Céu, dentre outras.
Para alguns pastores, os nomes podem até parecer exóticos, mas destacam que deles há referências na Bíblia. "Os evangélicos sabem que alguns nomes são proféticos", diz Marco Antonio Beato, pastor das Águas Purificadoras e presidente da Associação Nacional de Amparo aos Irmãos Evangélicos (Anaie), cuja igreja é fruto de uma revelação. Para outros, o assunto é preocupante. "Mesmo bíblicos, alguns nomes podem levar a interpretações equivocadas", pontua Alcemir Pantaleão da Igreja Peniel.
Julius Zabatiero, professor de Religião da Faculdade Unidas (FTU), explica que o que se vê é o resultado de um processo iniciado há mais de 20 anos com o neopentecostalismo, mas que vem ganhando força, assim como a economia informal. Igrejas pautadas numa filosofia de sucesso, de respostas rápidas, sem vínculos com a comunidade e que nem sempre sobrevivem. "Um projeto individual instalado onde o pastor pode pagar o aluguel". E como a abordagem é emocional, dispara Zabatiero, o nome precisa ser sugestivo.
Expansão
4.545 igrejas
É o número de igrejas que existem no Estado, segundo a Receita Federal. O maior número está na Serra, Vila Velha, Vitória e Cariacica.
Dona de casa se torna pastora e funda ministério
Há cinco meses a dona de casa Creuza Alves Ferreira Santos, 52, tornou-se pastora e fundou a sua igreja, a Resgatando Almas, em Central Carapina, na Serra. "Era o plano de Deus para a minha vida". Nos cultos realizados quatro vezes por semana, aparecem 20 pessoas, que disputam um espaço de pouco mais de 8m2 . Membros registrados, com pagamento de dízimo, são só dois. Por mês, ela tira R$ 480 do bolso para manter o projeto. Mas sua igreja ainda não foi registrada. "Vou fazer isso assim que ela se firmar". Ex-obreira da Quadrangular, Creuza mostra seu certificado do curso de pastora e garante estar apta a orientar o casal Márcia e Gedeon de Jesus, e a filha Jenifer, seus mais recentes fiéis. No bairro, outras três igrejas foram abertas na rua da de Creuza.
Com isenção, abrir templo pode custar só R$ 650
Abrir uma igreja é fácil. E não muito caro, já que contam com imunidade e até isenção em alguns impostos e taxas. Para regularizar a Fornalha de Fogo, por exemplo, o pastor Carlos Ernesto desembolsou R$ 650. "Incluindo as despesas com o contador que tratou de toda a documentação", assinalou.
Mas as instituições religiosas não estão livres da obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) na Receita Federal, nem do alvará de funcionamento, junto aos municípios. Precisam ainda solicitar a vistoria do Corpo de Bombeiros, que só isenta do pagamento da taxa as instituições filantrópicas.
Quem abre uma unidade e não a regulariza pode estar sujeito à fiscalização, multas e até fechamento. "O nosso objetivo é sempre garantir a segurança dos fiéis que frequentam o local", pontua a subsecretária de Finanças de Cariacica, Luiza Marilac Nascimento.
Hábitos antigos
O problema, destaca Luiza, é que em muitos bairros as pessoas ainda mantêm hábitos antigos e não se preocupam em regularizar o seu templo. "O que é um erro, já que há muitas facilidades", acrescenta a subsecretária. Ela destaca ainda que não há dificuldades para se obter a documentação e que um alvará provisório pode ser obtido até pela internet, no site da prefeitura.
Em Vitória, cerca de 80% de suas 472 igrejas estão com licenciamento vencido ou nunca foram licenciadas. Situação que vem sendo resolvida, segundo Kleber Frizzera, secretário de Desenvolvimento. "Desde que as igrejas foram contempladas com a isenção, temos sido procurados com frequência", diz o secretário. No site da Prefeitura de Vitória também é possível encontrar todas as informações para o obtenção do alvará.
As dificuldades residem principalmente com as igrejas menores, onde é difícil encontrar até o seu responsável. Frizzera destaca que só não podem usufruir dos benefícios de isenção as atividades comerciais das igrejas, como as rádios.
A GAZETA
Vilmara Fernandes
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